Oi! Bem-vindo ao Diário de Viagem - Porteira da Fantasia. Este blogue tem como objetivo tornar permanentemente disponíveis os textos da Agenda do site www.porteiradafantasia.com, bem como as fotos das visitas que realizo ao longo do ano. Obrigada pela sua visita.
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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Uma pequena cidade feita de carinho

   As pequenas localidades que tenho o prazer de visitar, sempre são uma surpresa, e não foi diferente com São José do Hortêncio, uma cidade com uma população de pouco mais de 4.000 pessoas, há 18 km de Ivoti e 10 km de Feliz. A calma, o ar puro e a beleza dos vales gaúchos estão todos ali,onde a presença de grandes hortas, mesmo dentro do perímetro urbano atesta a fertilidade do chão. Essa é uma terra daquelas onde em se plantando tudo dá.
Inclusive livros e leitores.
Minha visita aconteceu em uma manhã de sábado e eu confesso que havia pouca gente na grande platéia disposta para receber os visitantes. Mas se foi uma platéia pequena, foi também uma platéia atenta e paciente que me ouviu falar durante aproximadamente uma hora sobre livros e aquilo que eu acredito que seja a Literatura. Havia alunos que leram Um vulto nas trevas, além de e professores, o Secretário de Educação e Cultura, Maicon Israel Kohl, o diretor da escola EMEF São José, Ricardo Spaniol, e a moça que fez contato comigo, Cristel Feldmann Wecker, entre outros. Também esteve presente a patronesse da VIIª Feira do Livro e das Artes, a escritora e contadora de histórias Márcia Funke Dieter.
A surpresa ficou com os trabalhos feitos pelos alunos que levaram para a feira os trabalhos realizados em torno da leitura do livro A Casa: teve turma que trabalhou a história do município através da história da sua moradia, houve produção de texto e de imagens. Mas o que mais me impressionou, foram as maquetes produzidas pelos alunos: eles reproduziram as próprias casas e com isso, criaram uma pequena cidade no seu balcão de exposição, uma pequena cidade onde os visitantes da própria São José do Hortêncio conseguiam se reconhecer.

Foi um sábado aventuresco e venturoso. Obrigada, São José do Hortêncio!

Da esquerda para a direita: eu, Ricardo Spaniol, diretor do EMEF São José, Cristel Feldmann Wecker e Maicon Israel Kohl, Secretário Municipal de Educação e Cultura

Visão frontal da exposição. Ficou uma graça!

Produção textual dos alunos

Uma das maquetes produzidas pelos alunos. Atenção para o detalhe dos cobertores arejando na janela e o texto da placa à esquerda: "Nesta casa somos todos loucos uns pelos outros."

Em primeiro plano, as maquetes. Atrás, penduradas, os textos e imagens que contam as histórias das casas das famílias dos alunos. 


Nilo Peçanha, sempre especial

   Não sei porque, mas acho que já escrevi um título como esse... A questão é que participar da Feira do Livro de EMEF Nilo Peçanha é sempre um momento maravilhoso. Existe um engajamento entusiasmado de todo mundo, direção, professores, alunos e famílias de alunos, e o resultado é sempre cheio de animação e alegria. Desta vez o tema do nosso encontro foi Os Sóis da América, do qual a garotada leu, "oficialmente", O Nalladigua e, algumas turmas, A Flauta Condor. Mas deu para ver que tem leitores querendo saber mais sobre a história de Pelume, porque me deparei com aqueles que já têm os três primeiros volumes da saga e estão esperando pelo desfecho dos acontecimentos.

O encontro, como sempre, foi ótimo. Além dos professores, lá estava a Milene Barazzetti, autora de "O Consertador de Coisas", que foi lançado este ano e foi finalista do prêmio AGEs, de Literatura Infantil. E, também, lá estavam os leitores, que não apenas fizeram trabalhos (criativos e divertidos), como também se puxaram na hora de fazer perguntas. Foi a primeira sabatina sobre o livro aqui em Novo Hamburgo e foi muito legal. À parte disso, sempre encontro vários rostos conhecidos na platéia: a Manu, a Nicole, o Lucas, a Fer.. ops, a Carol (rsrs), o William... mesmo quem é tímido e preferiu não vir conversar comigo, foi muito bom vê-los lá. Dá confiança para a gente e a certeza de que sempre estamos acompanhados de bons amigos. Muito obrigada, Nilo Peçanha, por mais uma vez confiar no meu trabalho!

A fila dos autógrafos

A professora Simoni, eu e a bibliotecária da escola

Hora das perguntas

Alguns dos trabalhos sobre A Flauta Condor

Um dos trabalhos sobre o livro de Milene Barazzetti, O Consertador de Coisas

Com Milene Barazzetti e a professora Simoni

Uma das turmas montou um jogo sobre Os Sóis da América para a garotada jogar 

Um dos trabalhos sobre A Flauta Condor

A escola, sempre recebendo com muito carinho

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Sabatina Informal

   Ir ao Colégio Santa Catarina, em Novo Hamburgo é sempre um prazer.  Já conversei muito com a criançada de lá e sempre é divertido bater aquele papo com essa turminha que não apenas lê porque se trata de uma lição de casa, mas porque gosta. O livro trabalhado pelas professoras foi O Rubi Ragank, editado no ano passado pela Um Cultural e o resultado foi um autêntico bate-papo com muita diversão e descontração. Mesmo sendo leitores crianças, o pessoal do Santa Catarina soube comentar e argumentar, além de me fazer uma verdadeira sabatina sobre mim mesma. Às vezes eu até me perco e fico na confusão: será que eu sou apenas eu? Ou serei personagem do livro que alguém está escrevendo? Você escolhe...

E isso tudo foi no começo de outubro: o mês ainda guardava para mim um momento muito emocionante.

As crianças leram (e amaram) "O Rubi Rangank"

Hora do bate papo

E precisa de legenda?

Como a gente gosta de ser lido

   Imagine-se sendo abraçado por centenas de pessoas. Pois foi exatamente isso o que senti na Escola Municipal Rodolfo Saenger em Sapiranga. Desde o primeiro contato, o que senti foi exatamente isso: uma escola que abraça o escritor visitante, e isso que nosso primeiro contato aconteceu alguns meses antes da minha visita. E que visita! Surpresa sobre surpresa, encontrei uma escola engajada, decidida a cumprir sua missão de espaço social e pedagógico. Dezenas de trabalhos feitos, turmas interessadas, que leram os livros As asas do dragão, Um rio pelo meio, A casa, Um vulto nas trevas e  Contos do Sul. Quisera eu poder levar você, meu amigo e leitor, para dentro da escola naqueles dias e poder ver os trabalhos feitos: cartazes, poesia (inclusive poesias para os contos assustadores de Contos do Sul), maquetes, miniaturas, meu Deus, era tanta coisa que eu nem tinha olhos que chega para acompanhar tudo. Um destaque que me chamou muito a atenção foi a agilidade dos alunos que reproduziram em uma parede, uma crônica que eu havia postado no blog www.porteiradafantasia.blogspot.com.br, apenas alguns dias antes.
Além disso, acho importantíssimo ressaltar o interesse dos alunos pelos livros. A chegada de cada material na escola era saudados com muito entusiasmo e houve uma real procura pela aquisição dos livros. E olhando aquelas turmas todas, fiquei me perguntando onde é mesmo que são feitas as pesquisas que dizem que aluno brasileiro não lê e não gosta de ler? Porque na Rodolfo Saenger os alunos tem verdadeira fome de leitura e os autores são lidos não apenas com alegria, mas com atenção e visão crítica. O que todo escritor sonha, exatamente como eu gosto de ser lida. Gente que lê e discute o que leu, com argumentos e com a bagagem de leituras anteriores. Tudo de bom.
O que eu não posso deixar de comentar com vocês foi um reencontro muito emocionante. Vocês sabem que eu fui professora de ballet (ainda sou, na verdade). Pois bem: há alguns anos atrás, não direi quantos, mas faz tempo), eu dava aulas no espaço da Semec II, aqui em Novo Hamburgo. O espaço, hoje, está desativado, mas na época eu atendia turmas das escolas municipais da cidade, dentro de um projeto chamado "Ballet Clássico nas escolas". Em um dos grupos, estava a Veridiana. Anos depois, encontrei Veridiana em uma feira de livros em Saíranga e ela me disse uma das coisas mais bonitas que uma professora pode ouvir: "Eu gostava tanto das tuas aulas, você foi uma pessoa tão importante na minha vida, que eu decidi ser professora também".
Pois não é que encontrei a Veridiana de professora na EM Rodolfo Saenger? Foi um momento muito especial, muito carinhoso e muito emocionante. É simplesmente impossível de explicar como a gente se sente fazendo parte da vida de pessoas maravilhosas. É simplesmente tão precioso que não há como dar valor: apenas sentir e deixar o coração bater mais forte.

Deixo vocês com algumas imagens da visita. São muito poucas diante da riqueza que a escola soube tirar dos meus livros. Um abraço equipe. Estou com saudades de vocês!

  Imagens de um dia muito especial. Na foto da esquerda, Veridiana, 
uma antiga aluna e eu. Em cima, professoras que trabalharam os livros. 
Embaixo, à direita, a equipe da biblioteca: imparáveis!    

Mais trabalhos, estes sobre "Um vulto nas trevas"

Um autógrafo especial, com direito à curtição do livro  

A agilidade das turmas: quem disse que não se escreve em parede? 

Maquetes para "A Casa"

Diferentes versão para Chin-mo-lio

Fila de autógrafos também é para se ler

Uma das muitas filas para os autógrafos

Nas paredes, muitos cartazes e trabalhos sobre os livros lidos 

 Acima, algumas imagens de um dia muito especial. Um destaque
para essa escola que me deixou com a boca nas orelhas o
tempo inteiro. Obrigada pelo carinho!

Música, dança e canção

A abertura da Feira do Livro do Instituto Santa Luzia, da qual sou patrona, foi uma festa cheia de emoções. Para mim é sempre uma alegria ver até onde chega a capacidade humana de encarar os desafios que a vida impõe. O Instituto Santa Luzia, de Porto Alegre, é a instituição mais antiga do estado voltada para o trabalho com deficientes visuais. Originalmente, era um internato, que recebia crianças de todo o estado e da região sul, para ensiná-los como enfrentar a realidade e tirar dela o melhor partido possível e agora recebe alunos videntes, também. Afinal, integração é a palavra. De lá saíram inúmeros profissionais que provam que a perda ou diminuição de um sentido não significa o fim da esperança. Do Instituto vieram pessoas como Luíza Gutierres Oliano, judoca convocada para a Seleção Brasileira Paraolímpica, ou o professor de música Márcio Fumaco. Que trabalho maravilhoso.
Mas eu falava da Feira do Livro. Fui, de fato, convidada para ser a patrona. Muito obrigada, pessoal, pela confiança no meu trabalho. É uma honra poder participar deste momento da escola. Foi um momento muito legal e muito emocionante, que me oportunizou conversar com um grupo muito carinhoso, disposto a compartilhar com alegria seu espaço, suas conquistas e seus gostos. Será um prazer voltar em outubro.

Fui recebida com muito carinho pela organização

Música e valorização

A diretora do Instituto, a irmã Satiko Uyeno

Abertura oficial da Feira, com corte de faixa

O grupo de música dos DV do Instituto   

O grupo de dança, em sua apresentação 

E nem a chuva espantou os leitores

 No dia 29 de maio, a meteorologia do estado estava informando sobre os possíveis temporais que antecipavam a chegada de mais uma frente fria ao Rio Grande do Sul. E, também no dia 29 de maio, Lindolfo Collor programou a abertura da sua 17ª Feira do Livro. Ao sair de casa bem cedinho, fui acompanhando a evolução soberba de cúmulos nimbos em forma de altas colunas sobre a subida da Serra. Fiquei com receio de que a chuva e o mau tempo que estavam programados - e que não tardaram em se fazer presentes - fossem afastar os visitantes. Mas, que nada! O pessoal de Lindolfo não estava preocupado com o mau tempo, estava, era interessado em conversar sobre Um rio pelo meio, A Máquina Fantabulástica, As asas do dragão, e O Rubi Ragank e o trabalho de ser escritora. Enquanto o céu se abria em chuva, a festa dos livros aconteceu sem nenhum percalço! As crianças vieram de ônibus, e não pareciam nem um pouco intimidadas com o temporal, salvo um trovão que nos assustou a todos nós, né, pessoal? Até eu fiquei de olhos arregalados!!!

Parabéns à organização da Feira, que fez um lindo trabalho, espalhando banners com textos dos alunos, desde a entrada da cidade, até o pavilhão onde acontece a feira. Foi uma forma sensacional de valorizar o talento, o trabalho e os coração das crianças. Espero que o evento, que continua pelo final de semana, seja um autêntico sucesso!

A Máquina Fantabulástica, levando
os leitores ao mundo da imaginação

O Rubi Ragank, com emocionantes pedidos das crianças:
paz, amor, saúde para a família

Um rio pelo meio também foi destaque

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Carinho em Ivoti

            Feira do Livro, para mim, sempre é alegria, mas quando isso envolve diretamente as crianças, a alegria vira uma autêntica festa. E foi isso o que aconteceu na escola 25 de Julho de Ivoti, onde passei o dia. Alegres, ruidosos, curiosos e inteligentes, os leitores de As asas do dragão, Um rio pelo meio, A Casa e Um vulto nas trevas  me sabatinaram. Foram desenas de perguntas, autógrafos, beijocas, abraços e muita alegria, para um dia que terminou em música ao vivo: flauta doce, canção e percussão corporal. A gente percebe direitinho onde a criançada tem a oportunidade de desenvolver seus dons mais diversos: a inteligência se expande e emerge como uma flor viçosa. Por isso eu sempre vou defender a escola como um espaço onde o aluno não vá, apenas, adquirir informação, mas onde, sobretudo, tenha a oportunidade de se formar como ser humano.

Parte da equipe de professores da Escola 25 de Julho de Ivoti

Conversas ao pé do ouvido: as melhores

No final do dia, um encerramento com música ao vivo à cargo dos estudantes da própria escola


segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Maratona na Feira de Porto Alegre

             No último domingo terminou um dos eventos do meu coração: a Feira do Livro de Porto Alegre. Este ano, esta comemoração da leitura esteve ainda mais bonita. Terminada a reforma na Praça da Alfândega, a Feira se instalou com muito espaço disponível para a passear. O tempo também ajudou, garantindo 17 dias de sol e calor e alguns dos pores de sol mais bonitos do mundo, que se puderam apreciar no Cais do Porto, onde acontece a parte infantil da Feira.
Este ano, por coincidência, o evento também foi o de maior colheita, para mim. Nada menos do que o dois lançamentos, com direito de autógrafos, e três eventos do quais participei diretamente. Além dos já tradicionais assaltos à conta bancária e a pilha de livros por ler, que por uma razão misteriosa só cresce. Às vezes acho que os livros tem parentesco com coelhos, multiplicando-se sem que a gente perceba.


Minha participação na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre, começou com a culminância de um projeto muito bacana da Escola São Marcos, de Alvorada: o lançamento do livro "Está chovendo histórias", no qual alunos das segundas séries compuseram os textos e fizeram as ilustrações. Na metade do ano cheguei a ir à escola para conversar com a criançada, e depois tive a honra de ser a prefaciadora do trabalho. Foi uma cerimônia linda, com a gurizada uniformizada e as famílias presentes. Trocamos muitos autógrafos e tiramos muitas fotos. Uma manhã muito bonita!

  O primeiro compromisso foi com o lançamento de Está Chovendo Histórias, da Escola São Marcos de Alvorada

 Troca de autógrafos

A elegância da criançada

  Meus novos colegas de letras, prestes à autografar

O dia mais cheio, para mim, foi o 04 de novembro, quando aconteceu o lançamento das coletâneas Autores Fantásticos da editora Argonautas, da qual participo com o conto Noturno em Jardim de Inverno, e o Duo de Fantasia Heroica, da Editora Devir, no qual aparece O Relato do Herege. Embora os eventos fossem todos à tarde, já cheguei pela manhã, e tive a oportunidade de desfrutar um pouco das joias paralelas, como o músico que, em um dos passeios secundários e desprovidos de tendas, tocava uma gaita de foles. O som mágico e estridente deste instrumento medieval, espalhava pelo ar uma doçura que unia os assistentes. E foi ali que me deparei com alunos da escola Felipe Camarão, de São Sebastião do Caí, os protagonistas de uma visita que fiz há três anos atrás, mais ou menos nesta época do ano. Os três que, na minha visita eram crianças, agora são jovens apaixonados pela vida que me trataram com um carinho muito especial. A Literatura já fez muitas coisas por mim e me dar amigos foi a melhor delas.

Encontro emocionante: alunos do colégio Felipe Camarão, de São Sebastião do Caí.
     Quando cheguei à sessão de autógrafos da primeira coletânea, senti o coração bater mais devagar: não havia ninguém no subsolo do Memorial do Rio Grande, o mesmo onde, em abril, realizou-se a 1ª Odisseia de Literatura Fantástica. Bem, não seria a primeira vez que eu enfrentaria uma sessão de autógrafos desprovida de público, mas me deu pena, porque a coletânea está muito bonita e o tema é muito legal: cada um dos 16 escritores convidados para participar dela, enfocaram um autor do gênero de sua predileção, e o “usou” como personagem do seu conto, criando mais do que um relato, mas uma autêntica homenagem a estes criadores que nos enchem de alegria e sonho. Meu autor escolhido foi Simões Lopes Neto, não apenas ele é uma figura simplesmente fascinante, mas, também, porque 2012 e 2013 são anos em que comemoramos o centenário da edição de “Contos Gauchescos” e “Lendas do Sul”, respectivamente. Ia me dar muita pena não ter a oportunidade de “mostrar” o conto para os possíveis leitores!
       Porém, quando eu já começava a desanimar, um grupo de gente animada começou a descer a escada que leva ao térreo do Memorial, e em seguida eu estava rodeada de amigos. Sentei entre Christian David, autor de “O procedimento Z”, e A.Z. Cardenonsi, que autografou para mim “Almas de Nanquim”. Além de nós, estiveram presentes Duda Falcão, autor e editora da coletânea, ao lado de Cesar Alcázar, Leonardo Colucci, Mário André Pacheco, Estevan Lutz, Léo Carrion e Suzy M. Hekamiah. Ao final, a sala se encheu com meus colegas autores e seus convidados. Foi muito bacana.
 
Sessão de autógrafos coletiva do lançamento de "Autores Fantásticos". Ao meu lado. A.Z. Cardenonsi

Capa da coletânea
 Dali, sai para o bate papo com Christopher Kastensmidt e Cesar Alcázar na Sala dos Jacarandá, dentro do mesmo Memorial, para conversar sobre a 1ª Odisseia de Literatura Fantástica e suas repercussões. E, por fim, antes do entardecer, eu e Christopher fomos até a Praça dos Autógrafos, autografar o Duo de Fantasia Heroica, um livro de bolso editado pela Devir, e que traz apenas um conto de cada um dos dois convidados. O Relato do Herege, o conto com o qual divido páginas com “O Desconveniente Casamento de Oludara e Arani” do Chris, é uma dark fantasy com as Missões do século XVII como pano de fundo.
 
Bate papo sobre a 1ª Odisseia de Literatura Fantástica

A sessão de autógrafos de Duo Fantasia Heroica, da Devir, reuniu amigos, como o Duda Falcão, escritor e editor da Argonautas...

  ...Joel Nunes, o ilustrador de O Rubi Ragank e sua esposa...

...e a querida Sali Cauduro, que sempre diz presente, com o Bilu nos braços!

 A família de Christopher Kastensmidt, no lançamento do Duo Fantasia Heroica: Fernanda e Linx (seus maravilhosos e profundos olhos negros)

Capa do Duplo Fantasia Heroica - 3

 Também aconteceram sessões de autógrafos improvisados, como esse, nos corredores do Memorial do Rio Grande
  Pensa que acabou? Que nada! No dia seguinte, voltei à Feira para o lançamento da edição 2012 das obras da Confraria das Letras em Braille, que este ano escolheu “O Rubi Ragank” e “A História do Rubi Ragank” para traduzi-los para um formato adequado para pessoas com problemas de visão. Como sempre, é emocionante ter a possibilidade de tocar o texto, ao invés de, simplesmente, lê-lo. É como se as palavras se tornassem um pouco mais reais ao adquirir relevo. Além do mais, sempre me parece um enigma fantástico me deparar com uma história que imaginei e escrevi, mas que sou incapaz de ler. Fico incrivelmente orgulhosa por ter a oportunidade de participar do projeto, pelo terceiro ano consecutivo.  

 Entrega dos livros da Confraria das Letras em Braille

Por fim, voltei à Feira no dia 06 para conversar com alunos na Casa do Pensamento, dentro do programa Encontro com o Autor. Foi um momento especial, quando pude falar com várias turmas sobre meu interesse pela História e, sobretudo, sobre “aurum Domini – O ouro das Missões” e essa necessidade de usar o Rio Grande do Sul e seu folclore como fonte de inspiração para minhas histórias de aventura, fantasia e terror.

 Bate papo na Casa do Pensamento
E este é o resumo do resumo. Dê só uma olhada nas fotos da gente querida que eu encontrei por lá!

Um encontro emocionante, já no primeiro dia: Adriana Azevedo, que há alguns anos fazia Rima Fina, a joaninha-poeta de O Mistério do Formigueiro. Queridonas (a personagem e a atriz)!
Uma parte da equipe dos bastidores da Feira
Os guris da Casa do Pensamento: apoio técnico e simpatia nota 10
Luís Dill, que autografou para mim o seu Beijo Mortal
O pessoal da Scipone na tenda da editora
Na Feira de Porto Alegre, autor também é tiete: fui pedir autógrafo da Paula Mastroberti e seu maravilhoso Adormecida: Cem anos são para sempre, que comentei no blog da Porteira da Fantasia