Oi! Bem-vindo ao Diário de Viagem - Porteira da Fantasia. Este blogue tem como objetivo tornar permanentemente disponíveis os textos da Agenda do site www.porteiradafantasia.com, bem como as fotos das visitas que realizo ao longo do ano. Obrigada pela sua visita.
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Maratona Leituração

Por essa eu não esperava: o projeto que fechou 2013 foi o Projeto Leituração, da Secretaria Municipal de Educação de São Leopoldo, organizado pela professora Juraci Moehlecke. A professora me convidou para fazer parte do rol de escritores do projeto, ao lado de nomes como André Neves, Wagner Costa, Walmor Santos, Dilan Camargo e Kalunga, depois de assistir a uma apresentação minha em um dos eventos que festejou os 10 anos do projeto Ler, outro belo projeto de incentivo à leitura, coordenado pela Feevale, e contando com a Faccat e o Grupo Editorial Sinos na confecção dos fascículos. Assim com o Ler, o Leituração tem como principal meta fomentar a leitura nas escolas, através do acesso gratuito aos livros e, posteriormente, um bate-papo entre leitores e escritores. Assim, me vi envolvida nesse trabalho que incluiu um encontro exclusivo com os professores da rede e, também, uma palestra na Feira do Livro de São Leopoldo.
Participar do Leituração foi muito muito especial, porque me levou a uma verdadeira maratona de visitas. No primeiro dia de encontro com os alunos, visitei nada menos do que quatro escolas e no último (mais "light") duas! Fiquei meio atontada com tanta pergunta, mas perfeitamente à vontade com todo o carinho, atenção e preparo nos encontros. Eu gostaria, mais uma vez, de poder colocar aqui todos os trabalhos que vi e fotografei, mas, infelizmente, a página ficaria muito pesada para baixar. Foram centenas de tarefas, cartazes, miniaturas, maquetes, releituras de texto, o que envolveu leitura e reflexão, tudo com muita criatividade para expressar o que os leitores sentiram ao mergulhar nas páginas de A CasaUm vulto nas trevasUm rio pelo meioA Máquina Fantabulástica  e, o que deu, para mim, o toque especial, a leitura de O Nalladigua. Teve escola que fez mais do que trabalho, fez autênticas superproduções! Sente só:



Essas imagens, logicamente, são apenas uma parte minúscula do imenso trabalho realizado nas escolas. Foram centenas de leitores que me devolveram em forma de carinho, cada palavra lida.  E, mais uma vez, a imagem é pequena demais. Eu gostaria de por aqui todos os retratos, todos os abraços, todos os beijos e todas as perguntas, inclusive as atrevidas e cabeludas... mas a infinitude da internet é uma ilusão, como sabe todo o usuário da rede.


Verdade seja dita, nem todas as visitas foram como seda. Houve alguma que calou fundo ao expor de maneira muito clara as difíceis condições que a Educação encontra para acontecer, que demonstrou sem pudor, a imensa tarefa que todos nós temos enquanto cidadãos. Em compensação, houve escolas que emocionaram ao demonstrar que é possível ter uma escola pública de qualidade, que busca, que faz e que estimula a criançada a encontrar seu lugar no mundo e construir seu próprio Futuro. São instituições que contam com o apoio da comunidade, que tem seu espaço garantido entre pais, familiares e vizinhos da escola. Sempre que isso acontece, encontramos espaços alegres e animados onde os alunos se esforçam por mostrar que eles não são apenas personagens passivos do processo, mas gente disposta a aprender, empreender e seguir adiante. Quem acredita que isso é possível, não importa de onde venha, sabe muito bem para onde vai. E chega lá.


  Assim que, um grande "muito obrigada" à Secretaria de Educação de São Leopoldo, na pessoa da professora Juraci. Vocês me deram, no final de 2013, a oportunidade de fechar com o coração batendo forte, um ano que foi muito, muito bom. Valeu!

domingo, 6 de novembro de 2011

Sol e chuva em São Leopoldo

 Chovia quando cheguei à 26ª Feira do Livro de São Leopoldo e eu achei que ia ser complicado. Mas logo o sol começou a esgarçar as nuvens e os grupos de visitantes começaram a aparecer. Aí eu me preparei para conversar com uma quarta série e uma sétima, o que faz uma distância etária bem significativa. E para maior desafio, nenhuma das turmas havia lido algum dos meus livros. As mãos gelaram. O coração disparou. Afinal,  ninguém me conhecia, como é que eu ia conseguir dar o meu recado?

Eu e minha cicerone, Cláudia

Felizmente, quando a gente é apaixonada por algo, a própria “coisa” parece que vai se revelando por si. Assim, em vez de simplesmente falar de Literatura, falei de paixão, da minha paixão pelos livros, pela história e pelo fazer literário. E o que parecia um desafio, terminou se tornando um bate-papo rico e cheio de curiosidade por parte dos meus ouvintes.

O bate papo

No final, como num filme de Sessão da Tarde, ou uma daquelas histórias de final feliz, o sol abriu de todo, a tarde esquentou e o ar da Feira do Livro se encheu de aplausos. Quer saber? Foi maravilhoso poder compartilhar minha paixão com aquela gente acolhedora e simpática. Obrigada, pessoal. Obrigada, São Léo!

A platéia, compenetrada