Oi! Bem-vindo ao Diário de Viagem - Porteira da Fantasia. Este blogue tem como objetivo tornar permanentemente disponíveis os textos da Agenda do site www.porteiradafantasia.com, bem como as fotos das visitas que realizo ao longo do ano. Obrigada pela sua visita.
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Sempre especial

Para mim, a Feira do Livro de Porto Alegre sempre é especial. Venho participando dela há vários anos, e cada vez vou me sentindo mais em casa. A cada edição, eu conheço um punhado de gente nova, e a cada edição reforço laços feitos de carinho e competência. E a cada ano, encontro velhos amigos, gente que fazia parte da minha vida e gente de cuja vida eu fazia parte sem saber.
Este ano a 59ª Feira do Livro de Porto Alegre espalhou-se por vários espaços alternativos do centro, já que o Cais do Porto estava de reformas e não foi possível usufruir da paisagem sempre maravilhosa do Guaíba (o que foi um "bem feito", para mim, que reclamei quando a Feira dividiu seu espaço, deixando a área infantil no Cais e a área adulta na Praça da Alfândega). Assim o primeiro evento foi a inauguração da exposição de trabalhos referentes ao projeto Tecendo Histórias, da 1ª CRE no Museu Hipólito José da Costa. Foi um momento muito legal, em que o museu, geralmente tranquilo e meio sisudo, recebeu uma turma de alunos e duas contadoras de histórias maravilhosas, que deram brilho e colorido à celebração.
Outro momento especial foi o bate papo com alunos, realizado no espaço de palestras de Livraria Paulinas, há mais um menos uma quadra da praça. Foi a minha oportunidade de apresentar o projeto "Sóis da América" tanto para as turmas, que acompanharam a apresentação de imagens referentes ao primeiro e ao segundo volumes, quanto para a própria Feira, já que em 2014, pretendo fazer o encerramento do projeto dentro da programação da 60ª Feira do Livro. E foram muitos encontros, palestras e assisti e até que tive a oportunidade de apresentar. Ah, não posso esquecer: o Colégio Estadual Floriano Peixoto apresentou a segunda e última parte do curta "Os Gênios do Museu", baseado (o final) no texto de Eros Corrêa, e que fez parte do projeto Tecendo Histórias (assista ao vídeo final clicando AQUI). Foi bem à sombra do Museu, um momento realmente encantador.
Agora, o evento sobre o qual realmente estavam todas as atenções foi o Desafio Lord Byron, organizado pela Feira com a coordenação de Duda Falcão e acolhido de braços abertos pela Biblioteca Pública do Estado. O evento previa reunir um grupo de escritores do gênero Fantástico durante uma noite, nas dependências da Biblioteca, para escrever... contos fantásticos. O resultado dessa noite muito divertida e mágica será apresentado ao público na 60ª Feira do Livro de Porto Alegre, com a publicação de um volume com os trabalhos. Foi um evento internacional, com escritores da Argentina, França, Portugal, EUA, e do Brasil. Tirei quilo de fotos mas, infelizmente, só vou poder mostrar algumas para vocês.  Tem uma crônica que escrevi logo após o evento no blog Porteira da Fantasia (para visualizar a crônica "A biblioteca, à noite", clique AQUI). O encontro terminou o dia seguinte, com uma série de palestras das quais pude participar em companhia de Felipe Castilhos, Christopher Kastensmidt e Duda Falcão. Nossa mesa redonda focou especialmente a presença do Folclore na produção atual da Literatura Fantástica no Brasil
E foi isso... e muito mais. Confira as imagens e visite os links. Você vai gostar.


Algumas das participantes da inauguração da mostra de obras
produzidos pelos alunos do projeto Tecendo Histórias, da 1ª CRE

O encontro com os alunos no auditória da Livraria Paulinas

O grupo de escritores do Desafio Lord Byron, na escadaria da Biblioteca Pública do Estado. Bem à direita, embaixo, Luiz Augusto Fischer, patrono da 59ª Feira do Livro de Porto Alegre, que nos honrou com a sua presença
A mesa redonda sobre a presença do Folclore na Literatura Fantástica Brasileira de hoje

Sessão de autógrafos da coletânea "Ficção de Polpa: Aventura!" da Não Editora
Alguns dos integrantes da equipe de organização e apoio daFeira do Livro de Porto Alegre: incansáveis

Emoção à flor da pele



Vai ter gente dizendo que faz tempo, eu sei, mas as visitas, este ano foram muitas e se concentraram no trimestre setembro-outubro-novembro. Não importa. Não importa o Tempo. O Tempo é invenção dos homens. O que importa é isso: no dia 30 de setembro (só para situar, porque parece que foi ontem, parece que foi agora mesmo), eu fiz a visita mais emocionante dos meus 30 anos de carreira e por ela agradeço principalmente à Patrícia Langlois, da 1ª CRE, que me convidou. E também agradeço à liderança da Aldeia Anhatenguá, de Porto Alegre, que permitiu a visita.
É que no último dia de setembro realizamos uma visita à aldeia, para conversar com os alunos da escola estadual instalada dentro do espaço social da Anhatenguá. E pela primeira vez na minha vida, pude olhar nos olhos dos personagens que me acompanharam ao longe de trinta anos de carreira. Eles estavam lá, nas minhas pesquisas e na descoberta pessoal de um continente muito maior do que eu imaginava; estavam lá, nas primeira linhas de A Noite da Grande Magia Branca e continuam lá, me encarando desde a História do meu país.
A Aldeia Anhatenguá é mantida por um grupo da etnia mbyá-guarani, em Porto Alegre. A visita  foi adiada algumas vezes, por conta de pequenos percalços, ligados, geralmente, à logística da vida moderna. Nada que a paciência não vença.
E até foi melhor esperar, como a vida tem me demonstrado frequentemente. O encontro aconteceu em uma tarde linda, quente, dominada por um céu azul anil, e brancas nuvens. Saímos do centro da capital, o motorista da CRE, Patrícia Langlois, Christopher Kastensmidt, Doris Dick (na qualidade de fotógrafa) e eu, e rumamos através do trânsito ruidoso, veloz e agressivo dos dias de hoje. O trajeto foi longo, marcado pela expectativa, que a gente disfarçava falando de outras coisas, sobretudo dos projetos que tínhamos por diante, com a 59ª Feira do Livro de Porto Alegre logo na virada do calendário. Por fim, depois de deixar a via rápida e entrar por uma estradinha de chão, uma curva a mais e chegamos.
Lembro da Patrícia mostrando pela janela do carro alguns dos principais pontos: a casa do cacique, construída por alunos da URGS baseados nas casas tradicionais indígenas, mais isto e mais aquilo e então chegamos à casa onde funciona a escola estadual bilíngue. E aí é que me vem a primeira sensação de ter chegado ao lugar certo: já de dentro do carro vi uma menina na janela de uma casa ao lado da escola. Era pequena e olhava pela janela da casa dela, diretamente para mim. Sorriu. Sorri de volta. Abanei. Ela abanou. Se você não esquecer como foi ser criança, você sempre saberá fazer amigos. Em todo o caso, o sorriso foi especial: foi um reconhecimento. Mas não me diga de quê, porque eu não sei, e não quero que você me diga que saiba. Guarde isso no seu coração. A menina era pequena e eu jamais a tinha visto. E abanamos uma para a outra como velhas amigas.
Na escola, ficamos um pouco no alpendre, sentados no banco, conversando com a diretora da escola. Vieram uns viralatas caçar um carinho. A menina saiu da casa, acompanhada de duas outras: uma mais ou menos do seu tamanho, e uma bem pequena, todas elas de olhos amendoados, cabelos penteados pelo vento e a pele de bronze perfeito. Foram brincar debaixo de uma árvore. Depois vieram se aprochegando. Elas não falam uma palavra em Português, eu não falo Guarani. Começamos uma espécie de diálogo de caretas e sorrisos. Tudo era de uma calma incrível, como se fosse um outro planeta. Dava para ouvir a voz do professor dentro da sala, os latidos, o piado dos pássaros, o vento nas árvores. Verdade que tínhamos saído do centro da capital há alguns minutos?
Depois o professor nos convidou para entrar. A aula estava terminando e a merendeira da escola estava preparando a comida. A turma inteira se virou e sorriu para nós, alegremente, desejando "bom dia". O coração batia depressa, depressa. Sorrimos, acenos, nos apresentamos. E tratei de aprender a dizer "bom dia" em guarani (mas agora, gente querida, mil desculpas peço: não tenho cabeça para idiomas. Esqueci como se diz. Quando eu for de novo, vocês vão ter me ensinar mais uma vez). Deve ter saído estranho, porque eles riram. Eu também.
Dali, fomos convidados a fazer uma visita na aldeia. A cunhã mirim estava me esperando do lado de fora. Nos demos as mãos. A outra cunhã também. Fomos andando pela picada no meio do campo verde sarapintado de flores simples e amarelas. Fomos ver o pessoal que trabalhava com o artesanato, preparando as esculturas que são vendidas no centro, sob o olhar de um senhor sorridente. Mas sério. Quando você vai visitar uma aldeia há muitos sorrisos sendo trocados. E muitos olhares também. Olhares que falam. Eu gosto. É intenso. É forte. A gente da cidade, às vezes, esquece da profundidade que tem um olhar verdadeiro. Nos chamaram para continuar a visita, a cunhã-mirim me puxou. Mais adiante havia uma sanga. Aprendi a dizer "água" em guarani: Yi. Ela tentou me ensinar a dizer "flor". Não fui capaz de aprender. Ali adiante fica a estufa, onde a aldeia cultiva mudas de árvores nativas. Havia uma ameixeira cheia de frutas. O cacique a plantou. Confundi os idiomas, misturei guarani e caigangue. Me corrigiram: "catu" é que é "bonito" em guarani. Bonito e bom. Na volta, ao passar pela sanga, a cunhã-mirim me contou que ali tem peixe, "pirá", e cobra, "mboi". Isso eu sabia o que era. E acho que ela não gosta das mboi. Seguimos passeio. Tivemos o privilégio de conhecer a parte mais retirada da aldeia, a reservada aos moradores. Depois voltamos. Era hora de encontrar os alunos com que fôramos conversar, os adolescentes, que já tem conhecimento maior da língua Portuguesa.
E foi aí, ao cumprimentar a turma, que me emocionei. A voz retorceu, embargada. O pessoal sumiu atrás de uma cortina de lágrimas. Eu sei que os guarani não tem problemas com lágrimas, mas eu tenho. Não deixei que caíssem. Respirei fundo mantive a voz. Falei do meu trabalho, expliquei porque tinha me emocionado tanto. E tive o prazer de deixar com eles, de presente, na esperança que algum dia tenham a paciência e a generosidade de me ler, A Noite da Grande Magia BrancaO Nalladigua e A Flauta Condor. Foi como retribuir, pelo menos um pouquinho, o muito que essa cultura me deu em forma de temas, lendas, mitos e História. Minha História, a de todos os brasileiros. Os alunos foram tímidos (como todos os adolescentes, aliás, sobretudo os que nunca me leram. Por que haveria de ser diferente?), mas ligados. Espero que você realmente não se surpreenda se eu comentar que depois de colocar o endereço do meu site no quadro negro, um dos rapazes puxou o smartphoine dele. O professor fez as honras da casa, contou um pouco da sua história para nós, escritores que inventamos vidas, como se a Vida não tivesse suas próprias histórias para contar.
Na hora de ir embora, a cunhã-mirim voltou, tão diferente que estava irreconhecível: tinha mudado de roupa, penteado os cabelos com um pente, comportada. Parecia triste, e quando embarcamos no carro, fez um muxoxo. Mas eu sei que ela estava sorrindo apenas um minuto depois que fomos embora. Tem de ser assim. A cunhazinha pequenininha nos acenou com um olhar surpreso. Acho que se perguntava de onde tínhamos vindo e para onde íamos. A outra menina se juntou às duas primeiras. Acenaram, quando o carro partiu. Foi assim.
Saí de lá flutuando, a alma lavada e renovada. Pronta para mais trinta anos de vida, e tantos mais, desde que o olhar da cunhã-mirim acompanhe minha lembrança sempre.
E apenas dois minutos depois de estar no centro de Porto Alegre, esperando o ônibus que nos levou até o trem, emersa no rugido dos carros, respirando as nuvens de fumaça e o cheiro seco e ruim do óleo diesel e dos pneus no asfalto, eu me perguntava, pela enésima vez, o que estamos fazendo com nossa vida e nosso planeta? Com o nosso Tempo, que inventamos com tanto zelo e gastamos sem pudor, tentando transformá-lo em dinheiro, como se isso fosse possível? Nosso tempo, nossa vida. Quando será "nossa felicidade"?
Por certo, antes que você me pergunte: já que gostei tanto da visita, cadê as muitas fotos que a Doris deve ter tirado? Sinto muito, foram poucas. Primeiro de tudo, porque foi a orientação que recebemos: tirar poucas fotos e, de preferência, preservando a identidade das pessoas (coisa mais natural do mundo, na verdade). E segundo porque, sinto muito, essa foi uma visita para viver e guardar no coração. Lá onde as fotos são tão ínfimas que não chegam, sequer aos pés do que foi: o cheiro, a cor, o vento, o sol, as crianças, a sensação de estar pisando leve no chão de terra batida. Ficam as palavras. Elas tem de valer mais do que mil imagens - ou eu, simplesmente, em trinta anos não aprendi o meu ofício de escritora. Abraço para vocês!

Eu e Christopher Kastensmidt no bate papo com os alunos da Anhatenguá

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Maratona na Feira de Porto Alegre

             No último domingo terminou um dos eventos do meu coração: a Feira do Livro de Porto Alegre. Este ano, esta comemoração da leitura esteve ainda mais bonita. Terminada a reforma na Praça da Alfândega, a Feira se instalou com muito espaço disponível para a passear. O tempo também ajudou, garantindo 17 dias de sol e calor e alguns dos pores de sol mais bonitos do mundo, que se puderam apreciar no Cais do Porto, onde acontece a parte infantil da Feira.
Este ano, por coincidência, o evento também foi o de maior colheita, para mim. Nada menos do que o dois lançamentos, com direito de autógrafos, e três eventos do quais participei diretamente. Além dos já tradicionais assaltos à conta bancária e a pilha de livros por ler, que por uma razão misteriosa só cresce. Às vezes acho que os livros tem parentesco com coelhos, multiplicando-se sem que a gente perceba.


Minha participação na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre, começou com a culminância de um projeto muito bacana da Escola São Marcos, de Alvorada: o lançamento do livro "Está chovendo histórias", no qual alunos das segundas séries compuseram os textos e fizeram as ilustrações. Na metade do ano cheguei a ir à escola para conversar com a criançada, e depois tive a honra de ser a prefaciadora do trabalho. Foi uma cerimônia linda, com a gurizada uniformizada e as famílias presentes. Trocamos muitos autógrafos e tiramos muitas fotos. Uma manhã muito bonita!

  O primeiro compromisso foi com o lançamento de Está Chovendo Histórias, da Escola São Marcos de Alvorada

 Troca de autógrafos

A elegância da criançada

  Meus novos colegas de letras, prestes à autografar

O dia mais cheio, para mim, foi o 04 de novembro, quando aconteceu o lançamento das coletâneas Autores Fantásticos da editora Argonautas, da qual participo com o conto Noturno em Jardim de Inverno, e o Duo de Fantasia Heroica, da Editora Devir, no qual aparece O Relato do Herege. Embora os eventos fossem todos à tarde, já cheguei pela manhã, e tive a oportunidade de desfrutar um pouco das joias paralelas, como o músico que, em um dos passeios secundários e desprovidos de tendas, tocava uma gaita de foles. O som mágico e estridente deste instrumento medieval, espalhava pelo ar uma doçura que unia os assistentes. E foi ali que me deparei com alunos da escola Felipe Camarão, de São Sebastião do Caí, os protagonistas de uma visita que fiz há três anos atrás, mais ou menos nesta época do ano. Os três que, na minha visita eram crianças, agora são jovens apaixonados pela vida que me trataram com um carinho muito especial. A Literatura já fez muitas coisas por mim e me dar amigos foi a melhor delas.

Encontro emocionante: alunos do colégio Felipe Camarão, de São Sebastião do Caí.
     Quando cheguei à sessão de autógrafos da primeira coletânea, senti o coração bater mais devagar: não havia ninguém no subsolo do Memorial do Rio Grande, o mesmo onde, em abril, realizou-se a 1ª Odisseia de Literatura Fantástica. Bem, não seria a primeira vez que eu enfrentaria uma sessão de autógrafos desprovida de público, mas me deu pena, porque a coletânea está muito bonita e o tema é muito legal: cada um dos 16 escritores convidados para participar dela, enfocaram um autor do gênero de sua predileção, e o “usou” como personagem do seu conto, criando mais do que um relato, mas uma autêntica homenagem a estes criadores que nos enchem de alegria e sonho. Meu autor escolhido foi Simões Lopes Neto, não apenas ele é uma figura simplesmente fascinante, mas, também, porque 2012 e 2013 são anos em que comemoramos o centenário da edição de “Contos Gauchescos” e “Lendas do Sul”, respectivamente. Ia me dar muita pena não ter a oportunidade de “mostrar” o conto para os possíveis leitores!
       Porém, quando eu já começava a desanimar, um grupo de gente animada começou a descer a escada que leva ao térreo do Memorial, e em seguida eu estava rodeada de amigos. Sentei entre Christian David, autor de “O procedimento Z”, e A.Z. Cardenonsi, que autografou para mim “Almas de Nanquim”. Além de nós, estiveram presentes Duda Falcão, autor e editora da coletânea, ao lado de Cesar Alcázar, Leonardo Colucci, Mário André Pacheco, Estevan Lutz, Léo Carrion e Suzy M. Hekamiah. Ao final, a sala se encheu com meus colegas autores e seus convidados. Foi muito bacana.
 
Sessão de autógrafos coletiva do lançamento de "Autores Fantásticos". Ao meu lado. A.Z. Cardenonsi

Capa da coletânea
 Dali, sai para o bate papo com Christopher Kastensmidt e Cesar Alcázar na Sala dos Jacarandá, dentro do mesmo Memorial, para conversar sobre a 1ª Odisseia de Literatura Fantástica e suas repercussões. E, por fim, antes do entardecer, eu e Christopher fomos até a Praça dos Autógrafos, autografar o Duo de Fantasia Heroica, um livro de bolso editado pela Devir, e que traz apenas um conto de cada um dos dois convidados. O Relato do Herege, o conto com o qual divido páginas com “O Desconveniente Casamento de Oludara e Arani” do Chris, é uma dark fantasy com as Missões do século XVII como pano de fundo.
 
Bate papo sobre a 1ª Odisseia de Literatura Fantástica

A sessão de autógrafos de Duo Fantasia Heroica, da Devir, reuniu amigos, como o Duda Falcão, escritor e editor da Argonautas...

  ...Joel Nunes, o ilustrador de O Rubi Ragank e sua esposa...

...e a querida Sali Cauduro, que sempre diz presente, com o Bilu nos braços!

 A família de Christopher Kastensmidt, no lançamento do Duo Fantasia Heroica: Fernanda e Linx (seus maravilhosos e profundos olhos negros)

Capa do Duplo Fantasia Heroica - 3

 Também aconteceram sessões de autógrafos improvisados, como esse, nos corredores do Memorial do Rio Grande
  Pensa que acabou? Que nada! No dia seguinte, voltei à Feira para o lançamento da edição 2012 das obras da Confraria das Letras em Braille, que este ano escolheu “O Rubi Ragank” e “A História do Rubi Ragank” para traduzi-los para um formato adequado para pessoas com problemas de visão. Como sempre, é emocionante ter a possibilidade de tocar o texto, ao invés de, simplesmente, lê-lo. É como se as palavras se tornassem um pouco mais reais ao adquirir relevo. Além do mais, sempre me parece um enigma fantástico me deparar com uma história que imaginei e escrevi, mas que sou incapaz de ler. Fico incrivelmente orgulhosa por ter a oportunidade de participar do projeto, pelo terceiro ano consecutivo.  

 Entrega dos livros da Confraria das Letras em Braille

Por fim, voltei à Feira no dia 06 para conversar com alunos na Casa do Pensamento, dentro do programa Encontro com o Autor. Foi um momento especial, quando pude falar com várias turmas sobre meu interesse pela História e, sobretudo, sobre “aurum Domini – O ouro das Missões” e essa necessidade de usar o Rio Grande do Sul e seu folclore como fonte de inspiração para minhas histórias de aventura, fantasia e terror.

 Bate papo na Casa do Pensamento
E este é o resumo do resumo. Dê só uma olhada nas fotos da gente querida que eu encontrei por lá!

Um encontro emocionante, já no primeiro dia: Adriana Azevedo, que há alguns anos fazia Rima Fina, a joaninha-poeta de O Mistério do Formigueiro. Queridonas (a personagem e a atriz)!
Uma parte da equipe dos bastidores da Feira
Os guris da Casa do Pensamento: apoio técnico e simpatia nota 10
Luís Dill, que autografou para mim o seu Beijo Mortal
O pessoal da Scipone na tenda da editora
Na Feira de Porto Alegre, autor também é tiete: fui pedir autógrafo da Paula Mastroberti e seu maravilhoso Adormecida: Cem anos são para sempre, que comentei no blog da Porteira da Fantasia

Mais uma vez A Máquina Fantabulástica


No ano do seu 15º aniversário A Máquina Fantabulástica está bombando, sem dúvida alguma! Na semana que passou mais uma vez fui visitar uma turma que está lendo o livro, desta vez no Colégio ACM, em Porto Alegre. Foi uma tarde quente e um bate papo muito legal, com gente inteligente, que não se limitou às perguntas de sempre, mas que, também, contextualizou várias questões, me levando à  questionar coisas que, até agora, não tinham sido pensadas sobre essa história. É sempre muito legal ouvir os leitores e perceber as diferentes nuances que uma narrativa pode tomar para cada um. Sem dúvida, o autor escreve, mas é o leitor quem termina o seu trabalho. Sem o leitor, o trabalho do escritor fica completamente vazio de sentido. Um abraço, turma!
 


domingo, 2 de setembro de 2012

Descontração no Maria Auxiliadora

 O Instituto Maria Auxiliadora, de Porto Alegre, me convidou para ir até lá conversar com os alunos que leram A Máquina Fantabulástica, o que eu fiz com muito prazer, porque estava ansiosa por mostrar para o pessoal o vídeo que fia para comemorar os 15 anos de publicação do livro. A escola é muito legal e conta com um pequeno jardim ao lado do salão onde foi o encontro, o que deu um respiro à manhã que já ia prenunciando as mais altas temperaturas do inverno gaúcho, em 100 anos. A criançada chegou cheia de gás, e antes mesmo de a gente começar o bate-papo, já tinha gente querendo saber várias coisas. O encontro foi super-descontraído, e contou, inclusive, com a presença do Enzo, que na verdade ainda estava na barriga da mãe, a professora da turma. Foi muito bacana e eu, é claro, deixo aqui com você, leitor, imagens do encontro. é sempre uma delícia conversar com o pessoal que leu, de fato o livro!

O encontro no Instituto Maria Auxiliadora foi bem descontraído

E a garotada curtiu o livro e o bate papo

Colégio Americano, segundo ano consecutivo

 É muito legal quando uma escola convida a gente para participar de sua vida cultura por dois anos seguidos. Foi o que aconteceu na X Feira do Livro do Colégio Americano. Estive mais uma vez lá para conversar com os futuros leitores de A Máquina Fantabulástica. A gurizada participou com muitas indagações divertidas sobre o livro e a atividade de ser escritor e apesar do frio cortante do dia, deu para sentir o coração bater cheio de calor. Teve até um futuro escritor que veio conversar comigo para saber qual a melhor maneira de ser um escritor. Muito legal! O futuro nos aguarda!

Primeira turma de bate papo
Segundo bate papo
Pessoal interessado. Tem até aspirante a escritor

domingo, 6 de novembro de 2011

Eta dorzinha boa!

Este 2011 tem sido o ano de Porto Alegre. Sexta-feira, dia 02 de setembro, fui a mais uma escola da capital, o Colégio Santa Inês, conversar com os alunos sobre A Máquina Fantabulástica. A data veio à calhar como uma homenagem à minha avó Oscarlina, que fazia aniversário nesse dia. Foi ela a pessoa que me ensinou que era possível criar histórias, uma noção que não é muito clara quando a gente é pequena e ouve as histórias que os adultos contam.

Hora dos autógrafos

Assim, o encontro com as quartas séries do Santa Inês foi muito bacana, com essa pitada de emção extra para mim. A criançada ainda não tinha lido o livro, mas estavam todos eles lá, prontos para trocar ideias, ouvir o que eu tinha para dizer. De volumes em punho, fizeram duas filas de autógrafos que me deixaram o braço doendo.

Eta dorzinha boa!

O carinhoso pessoal do Colégio Santa Inés

Futuros leitores de A Máquina Fantabulástica

Uma trégua no inverno do Rio Grande contribuiu para a alegria da visita ao Colégio Americano

 Ainda bem que o frio deu uma trégua! Assim a visita ao Colégio Americano, em Porto Alegre, ficou ainda melhor. Não que faltasse acolhida ou carinho, que nada! As turmas com quem conversei não apenas leram A Máquina Fantabulástica, eles discutiram e curtiram o livro e vieram me fazer perguntas que eu nem sabia responder! Me deu uma alegria muito grande ver aqueles grupos de alunos conversando comigo num grande e descontraído bate-papo, onde discutimos sobre a superstição do 13º andar, e as possibilidades de criar uma continuação para aventura (esse sim é que é um desafio!). Teve professora que adorou a Sinfonia, e aluno que queria saber sobre os sabores do mar.

Uma das turmas que leram "A Máquina Fantabulástica"

Foi um dia muito legal e eu vim com pilhas de livro para casa, para poder autografar: a conversa estava tão boa que simplesmente não de tempo para deixar meu recadinho para cada leitor lá no Colégio mesmo. Beijo, pessoal!

Teve bate-papo na biblioteca

E teve bate-papo na sala de aula.

Muito calor humano para aquecer a visita ao Instituto São Francisco

 Este nosso inverno não está dando a menor trégua. Então , para a gente se esquentar, o melhor mesmo é calor humano. E calor humano foi o que não faltou no último dia 07 de julho, quando fui visitar o Instituto São Francisco.

De saída, fui visitar a feira e conferir os trabalhos. À esquerda,
embaixo, uma das muitas "Máquinas Fantabulásticas".

Já na chegada o pessoal me recepcionou com um caloroso “boas vindas” como se eu já fosse da casa. Deu para conferir alguns dos trabalhos que o pessoal fez com A Máquina Fantabulástica, editado pela Scipione com deliciosas ilustrações do Mauro Souza. A resposta criativa que as turmas deram para o livro foi ótima! Confira só algumas das “máquinas” que foram apresentadas. Teve até aspirador de pó que virou máquina de imaginação!



Alguns dos marcadores de livros confeccionados pelas turmas

Também foram confeccionados marcadores de página, seguindo a tendência atual dos leitores de criar e colecionar essas delicadas homenagens ao livro.

Um dos batepapo com os leitores

Durante o dia a programação foi intensa, com visitação à feira e vários momentos especiais, como o “Café Poético”, que teve, inclusive, música ao vivo.

A turma da tarde também disse "presente"
E não faltou, é claro, o tradicional batepapo com os leitores, com questionamentos muito interessantes sobre a história, tocando, inclusive, em temas que eu não pensei ter colocado no texto. Mas, desde logo, as entrelinhas também tem algo a dizer e às vezes elas falam muito alto.

Por fim, vale destacar as sessões de autógrafos que foram superdivertidas, com a participação de todo mundo. E como o prometido, aqui vão as fotos. Aí pessoal! Espero que vocês curtam! Um abraço a todos!